
São poucos, mas a paixão que os une é imensa. Trata-se dos espeleólogos, esses seres que uma vez entraram pela a terra dentro e não mais quiseram sair, estudando, preservando, tentando ver o que do passado lá está, vestígios de outras eras.
Em Sintra, há uma associação.
A AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra, foi fundada a 17 de Fevereiro de 1977, sucedendo-se ao então Espeleo Club de Sintra, do qual transitaram parte dos seus sócios e todo o seu espólio.
Reivindicando, desde logo, o estatuto de Ciência para a Espeleologia, a AES desenvolveu todos os seus trabalhos, rodeados do maior rigor técnico e científico.
Munindo-se de bibliografia especializada e colaborando com as mais diversas Entidades, a AES teve a pretensão de reunir em seu redor vários especialistas, cujo projecto comum visava o desenvolvimento e consolidação de todas as vertentes Espeleológicas.
A AES, surge em plena revolução politico-social da vida portuguesa. Muito embora só tenha sido legalizada em 1977, o embrião dá-se logo em 1974. O vazio deixado pelo então Espeleo Club de Sintra, depressa era preenchido por uma moldura humana tecnicamente mais capaz e eficiente.
Economicamente viviam-se tempos difíceis, facto que viria atrasar aquisição de equipamento adequado às perspectivas e ambições tanto da AES como dos restantes grupos nacionais.
Na primeira metade dos anos 80, a AES esgota-se até à exaustão, em iniciativas e eventos que desde logo tiveram o reconhecimento junto dos seus pares. Organizam-se campos espeleológicos com o então FAOJ, hoje IPJ, realizam-se os primeiros ENES-Encontros Nacionais de Espeleólogos em Sintra, adquire-se algum equipamento e iniciam-se os Inventários de Sintra/Cascais, assim com alguns trabalhos nas maiores grutas do País.
Vem então um período de inactividade que quase faz desaparecer a AES. Após quatro penosos anos, um conjunto de jovens associados, repõem a sua actividades. Na AES é então implementado o plano estratégico assente na parceria e colaboração com outros grupos e entidades oficiais. A partir de 1987, a AES está em todas as frentes do que melhor se faz ma espeleologia em Portugal.
Co-fundadora da Federação Portuguesa de Espeleologia, colabora como associada na formação a três corporações de bombeiros do Maciço Calcário Estremenho. Esse trabalho viria a ter continuidade em corporações do Concelho de Sintra.
São retomados os Encontros Nacionais de Espeleólogos em Sintra. Desta vez , há uma tentativa bem sucedida de elevação dos conteúdos temáticos. Alguns dos trabalhos importantes realizados em Portugal, têm a sua primeira apresentação em Sintra.
Mas na sua estratégia de colaboração com entidades oficiais, a AES vai ainda mais longe. Junto da CMS, pelouro da Educação, realiza várias exposições e acções de Educação Ambiental nas escolas do concelho e proporciona a centenas de jovens uma experiência espeleológica.
Ainda com a CMS, assina um Protocolo com a Cultura, apoiando a sua equipa de arqueólogos em futuros trabalhos subterrâneos, e Junto do Ambiente, apresenta uma candidatura comunitária ao projecto “Life”. A CMS, é a avalista deste ambicioso projecto que visa proteger e recuperar o Património Natural do Concelho de Sintra.
Este Projecto obtém pareceres muito favoráveis de entidades como:-Instituto de Conservação da Natureza; Parque Natural de Sintra Cascais; Museu de História Natural; Faculdade de Ciências de Lisboa.
Dado por Bruxelas, como um projecto de grande interesse e bem elaborado, mas não prioritário, a AES conseguiu ainda realizar por sua conta e risco, alguns dos itens inscritos, nomeadamente nos que respeitava a salvaguarda da fauna cavernícola.
Nunca baixando os braços, a AES realizou ainda com o Pelouro do Desporto, actividades inseridas no programa “Sintraventura” em contrapartida do Espaço para Sede então cedido pela Edilidade no Casal de S.José. Esse mesmo espaço ,acabou por nos ser retirado por permuta de um outro na Serra das Minas, o que acabou por nunca acontecer.
No final do século e virar para o novo milénio, a AES está uma vez mais em várias frentes de colaboração com Entidades Oficiais. Em 1996, começa a elaborar uma Metodologia para a Prática e Formação da Espeleolgia. Deste facto vem a nascer uma nova parceria, desta feita com, ULHT - Coordenação da Área de Psicologia do Desporto e das Actividades Físicas (PsiDAF) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, alargando a metodologia a todas as actividades em natureza, também chamadas de risco acrescido.
A maturação deste projecto baptizado como METAventura, é realizada em vários congressos, seminários e jornadas que se repetiram pelo país, nomeadamente, Penela, Sintra, Palmela, Mem Martins, Porto e Alcanena. Passados 6 anos, um novo parceiro de grande prestigio adere ao Projecto METAventura. Trata-se do Colégio Vasco da Gama em Meleças, com um universo de 1200 distribuídos pelos 3 ciclos do ensino básico.
O METAventura visa a promoção do bem-estar físico e psicológico. Assumindo-se como elementos facilitadores do desenvolvimento pessoal e social por via da promoção de competências de vida, devendo permitir a adopção de comportamentos activos e de estilos de vida saudáveis, minimizando a probabilidade de ocorrência de comportamentos de risco e dada a realização das actividades de ar livre, em estreito contacto com a natureza, existe um contexto favorável ao desenvolvimento de uma consciência ecológica.
Ainda no contexto da Educação Ambiental e na estratégia de parcerias, AES iniciou nos finais de 2002, uma actividade em colaboração com a Cultursintra, realizando visitas nocturnas à Quinta da Regaleira, interagindo com o seu Património Natural e Edificado, traçando um paralelo temático entre as diferentes disciplinas da espeleologia e o desenvolvimento subterrâneo da Quinta.
Carece apenas referir que a AES conta entre os seus quadros de espeleólogos de grande nível técnico e científico, encontrando-se em 2003 a desenvolver trabalhos de exploração em trêsnovas grutas recém descobertas na Serra de Candeeiros e Planalto de Santo António.
• Algar do Zé Alves – Valverde/Porto de Mós;
• Algar do Chou Jojó – Cabeço das Pombas/Alcanena;
• Algar AES 2000 - Cabeço das Pombas/Alcanena;
• Algar do 15 de Junho – Sto.António/Alcanena;
• Algar Filipino-Vale da Serra/Torres Novas;
• Algar da Manhosa-Ursa/Sintra;
• Entrada do Vale da Serra/Torres Novas;
• Galeria do Gabriel/Almonda/Torres Novas;
• Gruta da Falésia-Adraga/Sintra;
• Gruta da Escola/Rio de Mouro;
• Gruta do Carrascal/Rio de Mouro;
• Algar da Crell/Belas.
• Grutas do Concelho de Sintra e Cascais;
• Gruta da Nascente do Rio Almonda;
• Complexo Granítico do Buraco da Moura em S.Romão/Seia.
• Apoio aos mergulhos da Gruta do Almonda;
• Filmagem para RTP do Programa Mar e a Terra;
• Apoio a localização da abertura do Vale da Serra/Gruta da Nascente do Rio Almonda/Torres Novas;
• Preparação dos Mergulhos Subterrâneos nos Sifões Terminais e Ribeira do Oeste /Gruta da Nascente do Rio Almonda/Torres Novas.
• Quinta da Regaleira –Sintra;
• Fojo dos Morcegos-Sintra/Assafora;
• Algar da Lagoa/Serra de Sicó-Pombal;
• Nascente do Rio Almonda-Serra d’aire/Torres Novas;
• Malhada- Serra d’aire/Fátima;
• Ladoeiro-Planalto de Sto.António/Alcanena;
• Alviela- Planalto de Sto.António/Alcanena;
• Algar do Laçarote – Planalto de Sto.António/Alcanena;
• Edifício por Epludir-Troia;
• Mina da Perguiça – Alentejo/Moura;
• Cova do Monge – Alentejo/Alandroal;
• Rocha da Pena – Algarve/Salir.
• II Encontro Espeleológico da Península de Setubal;
• VII Congresso Europeu de Morcegos/Évora;
• VII Feira Internacional de Gemas e Minerais/Lisboa;
• I Encontro Espeleológico de Sicó/Penela;
• VI Congresso da SPE-Sociedade Portuguesa de Espeleologia/Alcanena;
• I Congresso Nacional de Desporto Aventura/Palmela;
• I Seminário de Desporto Aventura/Sintra;
• I Jornadas de Desporto Aventura/Sintra;
• I Congresso da Federação Portuguesa de Espeleologia;
• II Congresso da Federação Portuguesa de Espeleologia.
• CMS – Pelouro da Cultura – Colaboração Técnica e Apoio nos Trabalhos de Arqueologia Subterrânea do Concelho;
• CMS – CulturSintra – Visitas Nocturnas da Quinta da Regaleira;
• CMS – Pelouro do Desporto – Apoio ao Programa Sintraventura;
• CMS – Pelouro do Ambiente – Projecto Life – Protecção do Património Cársico e Biotopos Alimentares do Concelho de Sintra ;
• CMS – Pelouro da Educação – Educação Ambiental em Cursos de Iniciação nas Escolas do Concelho;
• ICN – Enquadramento Técnico das equipas de Biólogos e Monitorização das Colónias Cavernícolas do País e Edificação e Montagem de Estruturas de Consolidação e Protecção das Cavidades.
• ULHT - Coordenação da Área de Psicologia do Desporto e das Actividades Físicas (PsiDAF) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Projecto METAventura);
• Faculdade de Letras de Lisboa-Topografia do estação arqueológica do complexo granítico da Lapa dos Dinheiros/S.Romão/Seia;
• Serviço Nacional de Bombeiros - Formação de Equipas de Resgate em Gruta e Edifícios;
• Corporação Bombeiros Voluntários de: Sintra/Colares/Mem Martins/Batalha/Porto de Mós/Minde- - Formação de Equipas de Resgate em Gruta e Edifícios.
ENES-ENCONTROS NACIONAIS DE ESPELEÓLOGOS EM SINTRA
Virada para o debate de ideias e sua divulgação, a AES organiza a no início dos anos 80, o 1º e 2º Encontros Nacionais de Espeleologia.
A presença e a participação activa de um grande número de Grupos e Associações, permitiu a divulgação da Espeleologia através dos Media, de uma publicação especializada “O Mundo Subterrâneo” e de exposições abertas ao grande público.
Doze anos mais tarde, a AES regressa às realizações dos Encontros Nacionais de Sintra, organizando com alguma periodicidade, o que viria a ser o espaço mais participado de discussão espeleológica em Portugal.
Na Realização do 4º Encontro Nacional, a CMS representada pelo Vereador Herculano Pombo, assume a co-organização de futuros eventos, em parceria com a AES, interesse esse que viria a ser consolidado aquando da realização do 5º Encontro Nacional de Espeleologia.
1º ENES (1981) ... Informação em compilação…
2º ENES (1983)
Nº Participantes: 90
Entidades Participantes:
• CES - Centro de Estudos Subterrâneos
• AES - Associação dos Espeleólogos de Sintra
• ECTV - Espeleo Clube de Torres Vedras
• CMS - Camara Municipal de Sintra
Comunicações Apresentadas:
• Primeiros Socorros em Espeleologia – Doutor Carlos Alberto Filipe – (CES) Centro de Estudos Subterrâneos
• Breves Notas sobre os Ursos das Cavernas – Sr. Emanuel Carvalho – (ECTV)
• Notas Sobre as Cavidades Cársicas, “Cucos I,II,III e IV” – Sr. Daniel Abreu e Sr. Carlos Bartolomeu – (ECTV)
• Nótula sobre a Descoberta de um “Ursos Spelaeus” – Sr. Valdemar B.A.das Neves
• Cova dos Outeiros I – Sr. Emanuel Carvalho – (ECTV)
• A Uniformização na Espeleologia Portuguesa - Sr. Carlos Bartolomeu
3º ENES (1993) “Espeleologia como Ciência”
Nº Participantes: 120
Entidades Participantes:
• SAGA-Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares
• STEA-Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia
• AESDA-Associação de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente
• AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra
• PNSAC-Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros
• PNSC- Parque Natural de Sintra Cascais
• FCL-Faculdade de Ciências de Lisboa
• FLL-Faculdade de Letras de Lisboa
• MNHN-Museu Nacional de História Natural
• CMS-Camara Municipal de Sintra
• AMS-Assembleia Municipal de Sintra
• CEG-Centro de Estudos Geográficos
Comunicações Apresentadas:
• Morcegos Cavernícolas em Extinção - Prof. Doutor Jorge Palmeirim e Dra.Luísa Rodrigues (Fac.Ciências de Lisboa)
• Buraco da Moura-S.Romão - Prof. Doutor J.C.Senna-Martinez e Dr. João Valério e (Fac.Letras de Lisboa)
• A Problemática da Espeleologia em Portugal e no Mundo -Prof. Doutor Diogo Abreu (C.Estudos Geográficos)
• As Grutas, os Grandes Mamiferos e o Homem Paleolitico. Uma Aproximação Integrada - Prof.Doutor João Luís Cardoso (Fac.Letras de Lisboa)
• Espeleologia como Ciência - Dr. Paulo Marques, Dra. Ana Quelhas e Sr. Gabriel Mendes (AES)
• Estações Arqueologicas na Gruta do Almonda - Sr. Pedro Souto (STEA)
• A Importância do Inventário de Cavidades: O Caso Português - Sr. Olímpio Martins (PNSAC)
• A Preservação e Valorização da Paisagem Cársica - Dr.José Manuel Brandão (Museu Nacional de História Natural)-
• Mergulho Espeleológico – Eng.João Neves (SAGA)
• O Espeleo-Socorro: Modelo Adoptado em Portugal – Dr. Paulo Rocha (NEUA)
• A Espeleogia e a Educação Ambiental – Dr. Daniel Abreu (AESDA)
• As Grutas no Imaginário Popular – Dr. Rui Oliveira
4º ENES (1995) Protecção das Paisagens Cársicas
Nº Participantes: 160
Entidades Participantes:
• SAGA-Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares
• STEA-Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia
• AESDA-Associação dos Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente
• AEUA- Associação de Estudantes da Universidade de Aveiro
• APIE – Associação Portuguesa de Investigação Espeleológica
• NECA- Núcleo de Espeleologia da Costa Azul
• AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra
• ICN – Instituto de Conservação da Natureza
• PNSAC-Parque Natural da Serra d’Aires e Candeeiros
• PNSC- Parque Natural de Sintra Cascais
• FCL-Faculdade de Ciências de Lisboa
• CEG- Centro de Estudos Geográficos
• FLL-Faculdade de Letras de Lisboa
• MNHN-Museu Nacional de História Natural
• CMS-Camara Municipal de Sintra
• ENP – Escola Nacional de Parapente
Comunicações Apresentadas:
• O Impacto nos Morcegos das Estruturas de protecção das Cavidades -Dra.Luísa Rodrigues (ICN e Fac.Ciências de Lisboa)
• Antropo-Espeleologia em Portugal: Ensaio Bibliográfico – Fernando Madeira (APIE)
• Recuperação e Preservação das Grutas de Colaride e Assafora – Dr.João Paulo Janela, Dr.Paulo Marques e Sr. Gabriel Mendes (AES)
• Novos dados sobre a Gruta de Colaride. Uma abordagem Bioespeleológica – (AESDA)
• Gruta do Zambujal. Elementos para a Preservação do Património Subterrâneo- Prof.Doutor Carlos Sirgado – Centro de Estudos Geográficos, Sr. Francisco Rasteiro(Neca) e Dr. Paulo Marques (AES)
• Cabeço das Pias. Centro de Interpretação da Gruta do Almonda – Sr. Pedro Souto (STEA)
• O Futuro da Espeleologia ou a Espeleologia de Futuro – Prof. Doutor Diogo Abreu (SAGA)
• Gestão de Recursos em Áreas de Paisagem Natural – Dr. José Manuel Brandão (MNHN)
• Aspectos de Impacte Ambiental de Actividades de Ar Livre – Dr.Pedro Cuiça
• Impacto Ambiental. O Exemplo do Parapente – Dr. Jorge Oliveira (ENP)
5º ENES (1998) O Ensino da Espeleologia
Nº Participantes: 110
Entidades Participantes:
• SAGA-Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares
• STEA-Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia
• AESDA-Associação dos Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente
• NECA- Núcleo de Espeleologia da Costa Azul
• AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra
• ICN – Instituto de Conservação da Natureza
• CEG- Centro de Estudos Geográficos
• FLL-Faculdade de Letras de Lisboa
• CMS-Camara Municipal de Sintra
• Trabalhos realizados como protecção das Cavidades da Rocha da Pena-Algarve -Dra.Luísa Rodrigues (ICN e Fac.Ciências de Lisboa)
• Metodologia Pedagógica para Prática e Formação da Espeleologia- Sr. Gabriel Mendes(AES)
• A Espeleologia nos Media- Dr. Pedro Cuiça – Revista Forum Ambiente
• Os Mergulhos Espeleológicos no México feito por Portugueses -Eng.João Neves(SAGA)
• Trabalhos Espeleológicos no Maciço de Maceira- Sr. Rui Luís(AESDA)
HISTORIAL DA A.E.S