METAventura

O METAventura, assumido como um Programa de Desenvolvimento Individual e Colectivo através do Desporto Aventura, resultou de um conjunto de interesses partilhados entre duas entidades, a AES – Associação de Espeleólogos de Sintra e a Coordenação da Área de Psicologia do Desporto e das Actividades Físicas (PsiDAF) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT).

Mais especificamente, o desenvolvimento original deste Programa baseou-se, por um lado, (1) na necessidade de enquadramento multidisciplinar, controlo e regulamentação das actividades de risco acrescido e, por outro lado, (2) na necessidade de encontrar formas alternativas e/ou complementares de formação, ensino e aprendizagem, perspectivando todo o potencial das actividades de ar livre para um efectivo desenvolvimento de competências, facilitadoras do desenvolvimento individual, seja em termos sociais, afectivos ou cognitivos.

A aplicação do METAventura a crianças e jovens, é uma das possibilidades de configuração deste programa. Neste caso, por motivos que nos parecem óbvios, afigura-se de forma pertinente a conjugação de duas outras dimensões fundamentais no seio das quais se concretizam grande parte das experiências de desenvolvimento individual: a Escola e a Família.

Desta forma, o Colégio Vasco da Gama por força da sua cultura de inovação e desenvolvimento pedagógico, acolheu em 2002/3 o Projecto Piloto do METAventura e proporcionou a criação de um contexto facilitador deste tipo de intervenção através do Espaço Escola e de todo um conjunto de actividades de complemento curricular, potenciando a exploração da ligação deste contexto à Família por via do fomento da relação Escola-Crianças-Pais.

Os grandes objectivos que o METAventura se propõem cumprir, independentemente do perfil dos diferentes alvos potenciais de intervenção, andam em torno de cinco grandes esferas de actuação:

(a) Técnica, dada a realização de actividades sustentadas pelo domínio de determinadas funções específicas que requerem a utilização de técnicas e equipamentos apropriados.

(b) Comportamental, em função da evidência do papel que desempenham as competências individuais e interpessoais implicadas em experiências desta natureza.

(c) Motora, dado o desempenho motor necessário à realização destas mesmas actividades.

(d) Ambiental, fruto do contacto ambiental e da valorização do património natural.

(e) Científica, por via da sensibilização e identificação de determinadas disciplinas envolvidas e dos respectivos objectos de estudo.

Estes objectivos genéricos, em função da população alvo de intervenção, poderão e deverão ser necessariamente enquadrados e ajustados a requisitos específicos de cada um dos estádios do desenvolvimento por nós considerados:

Texto - João Antunes e Gabriel Mendes

 

Projectos